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Mesmo com a pandemia, vendas de imóveis continuam crescendo no Brasil

Vendas de imóveis no Brasil seguem crescendo, apesar da pandemia do Covid-19

Com a pandemia do novo coronavírus, muitas pessoas que tinham planejado realizar o sonho da casa própria em 2020 ou 2021 começaram a repensar o assunto, por não terem certeza se essa era a hora mais adequada para dar esse passo tão importante na sua vida.

Por outro lado, muitos já perceberam que, apesar da pandemia, o momento pode ser uma excelente oportunidade de investir em um imóvel ou finalmente realizar o sonho da casa própria.

De acordo com os dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), no terceiro trimestre deste ano, foram lançadas 42.885 unidades habitacionais no Brasil. No entanto, foram vendidos 54.307 imóveis, um aumento de 23,7% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado. Isso significa que a busca por um imóvel foi superior à oferta em todo o país.

Quando observamos os dados de 2020, de janeiro a setembro, as vendas de imóveis cresceram 8,4%, em relação ao mesmo período de 2019. Em números absolutos, isso significa 128.849 unidades. Com isso, a expectativa da CBIC é de que, em 2020, as vendas de imóveis tenham crescimento de 10% a 15%, chegando ao volume recorde desde que a série histórica do levantamento teve início, há cinco anos.

Os números também são expressivos quando observamos os dados de financiamento imobiliário. Conforme as informações divulgadas pelo Banco Central (BC), o saldo desse tipo de financiamento atingiu R$ 697,3 bilhões em outubro deste ano, representando um recorde na série histórica que foi iniciada em março de 2017.

Além disso, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP), mais de 324 mil imóveis foram financiados no país apenas em 2020, utilizando os recursos das cadernetas de poupança, em contratos que somam R$ 92,67 bilhões. Esse valor total já supera todo o ano de 2019, que já havia apresentado sinais de recuperação. No ano passado foram vendidos 298 mil imóveis, o que representou um volume total de R$ 78,7 bilhões em financiamentos.

Um dos fatores que ajudam o setor imobiliário a apresentar números expressivos mesmo em épocas de crise econômica, segundo os especialistas, é que os investimentos em imóveis dependem de decisões planejadas a longo prazo. Logo, mesmo que os planos tenham sido suspensos por causa da pandemia, serão retomados assim que a economia der sinais de recuperação.

Porém, esse não é o único motivo. O principal deles é a redução dos juros. Com a taxa Selic em 2% ao ano, o menor valor de sua história do Brasil, os investimentos em imóveis nunca foram tão atrativos. Além da facilidade de financiamento imobiliário, a valorização dos imóveis garante um bom retorno financeiro, em média, superior aos investimentos em renda fixa.

Após a queda da Selic, diversos investidores perceberam a necessidade de buscarem novas opções de investimentos. Isso os levou a retirarem os seus recursos da renda fixa, como CDB (Certificado de Depósito Bancário) e títulos públicos, e migrarem para outras modalidades mais lucrativas.

A Bolsa de Valores, que é uma opção mais rentável, envolve mais riscos por causa da instabilidade do mercado de capitais. Por sua vez, os imóveis são investimentos que oferecem mais segurança, no sentido de manterem mais estabilidade no seu valor.

Outro fator que favoreceu o mercado imobiliário, mesmo durante a pandemia de Covid-19, foi a facilitação do acesso ao crédito por meio do financiamento de imóveis.

Isso foi possível graças a uma medida da Caixa Econômica Federal, que substituiu a pausa no pagamento do financiamento por liquidações parciais. Nesse sentido, os clientes poderão pagar 50% das prestações por três meses, ou de 50% a 75% do valor mensal por até seis meses. Esses percentuais dependerão do perfil de cada cliente.

É importante esclarecer que essas liquidações parciais não são um desconto. Ou seja, os valores que não forem pagos agora deverão ser liquidados até o final do prazo do contrato.

Como resultado da ação, a Caixa espera conceder mais R$ 14 bilhões em crédito imobiliário até o final do ano por meio  de recursos aportados na poupança.

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